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Rick Rodrigues

9 Podcast Episodes

Latest 28 Aug 2021 | Updated Daily

Weekly hand curated podcast episodes for learning

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Era uma vez uma casa de número 34 (Parte II). Projeto "Casa 34" de Rick Rodrigues.

CASA 34, RICK RODRIGUES

No episódio da semana, Pérola Gonçalves lê a segunda parte do texto escrito por Almerinda Lopes para o catálogo da exposição “Casa 34”. “Especialista em gravura, tanto por sua praxe criativa quanto por ser pesquisador, o artista tem se dedicado em seu projeto poético mais efetivamente a inventar cenas e cenários em que predominam os objetos miniaturizados e os delicados bordados. Estes são executados com linhas coloridas sobre fitas de cetim, fronhas, almofadas, lenços, sacolas plásticas, cartões antigos, fotografias e peneiras. Embora o artista relate a existência de bordadeiras em sua família, aprendeu a bordar observando o irmão mais velho a costurar pedaços de couro para a confecção de arreios e de outros utensílios necessários à lida diária no sítio familiar. Anos mais tarde, esses exercícios até então descompromissados, realizados com agulha e linha, seriam canalizados para a elaboração de suas imagens poéticas em forma de pássaros, árvores, flores, nomes de objetos e de pessoas, retratos, além da planta baixa e da fachada dessa mesma casa, adornada com delicados vasos de flores. Não raramente, os bordados repetem inúmeras vezes um mesmo elemento visual, como os referidos vasos de flores ou uma simples sequência de flores estilizadas, numa referência ao jardim da avó e também ao quintal da casa, onde havia uma frondosa e imponente goiabeira, que servia de suporte ao balanço em que Rick Rodrigues e outras crianças da família brincavam. Mas, num exercício sinestésico, o artista diz ainda sentir o odor e o sabor das goiabas que colhia na árvore. É como se todas as lembranças da casa permanecessem enraizadas no inconsciente do jovem artista, em cujo projeto poético vai desvelando e apresentando aos seus potenciais interlocutores fragmentos dessa memória íntima a cada nova exposição que realiza. O diálogo com essas imagens despertará a consciência imaginante do interlocutor, fazendo com que ele rememore e evoque lembranças e vivências de sua própria história, porque é a vida que se revela nessas imagens em sua plenitude poética.".”¹ Projeto “Casa 34” foi contemplado pelo Edital 34/2019 - SELEÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS SETORIAIS DE ARTES VISUAIS REALIZADOS NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DA SECULT/ES, desenvolvido com recursos do FUNCULTURA. ______ ¹ LOPES, Almerinda. Era uma vez uma casa de número 34. Exposição Casa 34, Rick Rodrigues. Texto do catálogo: Vitória, junho/2021. Fotografia: Bruno Coelho - S / Still Fotografia Edição de áudio: Rick Rodrigues Leitura: Pérola Gonçalves

5mins

6 Aug 2021

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Era uma vez uma casa de número 34 (Parte I). Projeto "Casa 34" de Rick Rodrigues.

CASA 34, RICK RODRIGUES

No episódio da semana, Pérola Gonçalves lê a primeira parte do texto escrito por Almerinda Lopes para o catálogo da exposição “Casa 34”. “A demolição dessa casa ocorrida em 2016 tornou-se, a partir de então, o estímulo gerador do projeto poético do jovem artista capixaba Rick Rodrigues, que a cada nova exposição apresenta ao espectador um jorro de imagens/referências das memórias desse ambiente topofílico. Essa casa de número 34, que se localizava no centro do pequeno município de João Neiva, interior do Espírito Santo, era para o artista o lugar dos sonhos e dos afetos, uma vez que ali residiu por muitos anos o casal Maria Roza e Esmeraldo Rodrigues, seus avós paternos, e onde Rick passou a infância e grande parte da juventude. Foi com grande emoção e impacto que o jovem se deparou com os escombros da casa avoenga numa de suas idas à terra natal, da qual se afastou temporariamente para estudar na capital. Depois de concluir os estudos, voltou a residir na cidade, onde também mantém ativo seu ateliê, o que torna muito presente a memória da casa, como se visse ali soterrada grande parte de sua história e memória afetiva. Como um arqueólogo, que remove a terra e as camadas do tempo em busca de recuperar o que sobrou do passado, para melhor conhecê-lo e preservá-lo, Rick iria revirar impulsiva e intuitivamente os escombros à procura de objetos, fotografias, documentos, e outros vestígios da memória da antiga residência e daqueles que a habitaram, referências essas que eram também significativas para sua própria existência. À medida que remexia os escombros, as lembranças da vivência na casa surgiam como emanações, e a cada achado emergiam novos sentimentos e recordações de fatos, experiências, pessoas, afetos..”¹ Projeto “Casa 34” foi contemplado pelo Edital 34/2019 - SELEÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS SETORIAIS DE ARTES VISUAIS REALIZADOS NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DA SECULT/ES, desenvolvido com recursos do FUNCULTURA. ______ ¹ LOPES, Almerinda. Era uma vez uma casa de número 34. Exposição Casa 34, Rick Rodrigues. Texto do catálogo: Vitória, junho/2021. Fotografia: Bruno Coelho - S / Still Fotografia Edição de áudio: Rick Rodrigues Leitura: Pérola Gonçalves

6mins

31 Jul 2021

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Carta a quem não leu, 2017. Projeto "Casa 34" de Rick Rodrigues.

CASA 34, RICK RODRIGUES

No episódio da semana, apresentamos a obra “Carta a quem não leu” (2017). Na voz da remetente e prima do artista, Marina Rodrigues, desvelamos o conteúdo bordado sobre a fita de voil. Segundo Almerinda Lopes “Dois outros elementos merecem atenção especial na exposição do artista: uma gaiola de madeira, onde não há nenhum pássaro aprisionado, e a chave original da casa. Dentro da gaiola, é possível desvelar miniaturas de louças e, principalmente, um emaranhado de fitas de cetim, sobre as quais é possível ler alguns nomes próprios e fragmentos de um texto, que embora não se desvele na íntegra ao espectador, foi inteiramente bordado pelo artista, juntamente com signos diversos evocados pelo teor da carta. O texto é o teor da correspondência enviada, em 1977, por uma prima da Espanha ao pai do artista, Paulo Rodrigues, falecido em 2010, sem que tivesse lido ou tomado conhecimento da existência dessa carta, enviada para a Casa 34, pois nunca fora entregue ao destinatário por quem a recebeu: um tio de Rick, que foi também o último ocupante da casa. Essa carta, ainda lacrada – escrita e postada muito antes da existência do próprio artista - foi recuperada e finalmente lida em 2014 pelo filho do destinatário, quando a casa foi desocupada. Ao bordar o conteúdo dessa missiva nas fitas de cetim e aprisioná-las na gaiola, de modo que o espectador só tenha acesso a fragmentos do texto, o artista não permite que a intimidade do outro, que permaneceu inviolada no envelope lacrado por quase quarenta anos, seja desvelada por inteiro. Nomeando a obra de Carta a quem não leu, Rick Rodrigues atenta tanto para os possíveis segredos que não possam ser revelados, pois só dizem respeito a quem deles deveria tomar conhecimento, como confirma que os limites da memória não têm começo nem fim, nem se manifestam por completo, sem interrupções ou apagamentos. Surgem como emanações tênues, nem sempre previsíveis ou organizadas, como incompletudes ou imagens informes, às quais o artista procura dar forma.”¹ Projeto “Casa 34” foi contemplado pelo Edital 34/2019 - SELEÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS SETORIAIS DE ARTES VISUAIS REALIZADOS NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DA SECULT/ES, desenvolvido com recursos do FUNCULTURA. ______ ¹ LOPES, Almerinda. Era uma vez uma casa de número 34. Exposição Casa 34, Rick Rodrigues. Texto do catálogo: Vitória, junho/2021. Fotografia: Bruno Coelho - S/Still Fotografia Edição de áudio: Rick Rodrigues Leitura: Marina Rodrigues

1min

23 Jul 2021

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Entre! Projeto "Casa 34" de Rick Rodrigues.

CASA 34, RICK RODRIGUES

No 1º episódio do projeto “Casa 34”, Dani Nogueira apresenta o texto de sua autoria sobre a exposição. “Tem mais presença em mim o que me falta.” O livro sobre nada (Manoel de Barros) “Entre. A chave da casa está próxima à porta da galeria e, talvez, tão presente como ela está a sua sombra. Coexistência. Em casa 34, os trabalhos expostos parecem surgir a partir da projeção da infância do artista no espaço, como se esta fosse um elemento que se encontra frente à luz da lembrança. Nada de ruínas aparece na exposição, nem mesmo a poeira que pairou em julho de 2016 no centro de João Neiva/ES, quando a casa de número 34, pertencentes aos avós paternos do artista e, posteriormente, ao seu tio Djalma, foi posta abaixo. Da residência só restou o terreno, a metragem que abrigava as vivências dos familiares, os cômodos, o quintal e o desconhecido. Porém, Rick Rodrigues a deixa vívida, organiza todos os signos de sua memória de forma que o ambiente familiar se misture às paredes de um outro espaço tão íntimo seu, a galeria, numa mescla que levanta a possibilidade de inúmeras narrativas e processos de identificação no outro. A memória pessoal se desvela e é exposta com suas lacunas preenchidas pelo ato imaginativo ou, até mesmo, com o vazio, o não recordado ou o vivido. Tudo parte do ato de lembrar e no que se permite criar. São bordados sobre lenços e fitas, casa reconstruída em fachada e planta-baixa, miniaturas, objetos presentes oriundos da conciliação de traços de memórias fiéis e da imaginação de uma criança que ainda reside dentro do artista. A casa não pôde ser totalmente explorada, porém são trazidas fortes memórias de detalhes apreendidos por um olhar curioso que percorreu alguns de seus cômodos, como também particularidades do quintal, das brincadeiras e dos momentos em que os pés não tocavam o chão devido ao vai e vem no “pé de balanço”. Citando versos de O apanhador de desperdícios do poeta Manoel de Barros, Rick parece ter sido “aparelhado para gostar de passarinhos”. Como um pássaro maduro que alça voos para novos ares, parece reconstruir um lar-ninho a partir das memórias, galhos, que trouxe da sua vida, unindo-os com outros, referências encontradas pelos caminhos percorridos até então. Assim como a linha e a agulha, que na união de um ponto a outro, fazem surgir árvores, pássaros, paredes, janelas e palavras, a expografia pensada pelo artista para Casa 34 delineia uma casa, forma um todo. Assemelha-se a muitos de seus desenhos bordados pela forma em que os signos da memória são apresentados em uma organização e diálogo com o fundo brancos dos lenços. Nesta casa, resiliente, ressignificada, podemos habitar por um momento, bem como tecer tramas com nossas próprias vivências. É-nos dada a linha do verso.”¹ Projeto “Casa 34” foi contemplado pelo Edital 34/2019 - SELEÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS SETORIAIS DE ARTES VISUAIS REALIZADOS NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DA SECULT/ES, desenvolvido com recursos do FUNCULTURA. ¹ NOGUEIRA, Dani. Apresentação. Exposição Casa 34, Rick Rodrigues. Texto de apresentação: Vitória, 2018. Fotografia: Bruno Coelho - S/Still Fotografia  Edição de áudio: Dani Nogueira e Rick Rodrigues

3mins

16 Jul 2021

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Uma conversa sobre processo criativo de Rick Rodrigues

Residência 8

Rick Rodrigues possui bacharelado em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo, atualmente estuda mestrado em História, Teoria e Crítica da Arte (PPGA – UFES).   Integra o grupo Almofadinhas, também formado por Fábio Carvalho (RJ) e Rodrigo Mogiz (BH), que se dedicam a atividades no território do sensível e do delicado, tendo o bordado como um dos meios de produção de suas obras.   A proposta para o Residência 8 é dar continuidade às séries já em curso e ampliar suas possibilidades, tomando como partida o desenho/bordado sobre suportes não tradicionais e extra-artísticos, tais como: papéis, fotografias, plásticos, caixas e pedaços de papelão, embalagens de remédios, etc. Além de criar composições mesclando os bordados aos objetos que garimpo ou coleciono. São trabalhos que lidam com memórias familiares vividas e/ou inventadas, afetividades e gênero. De certo, no contexto da residência, serão agregadas às obras, novos significados, processos, formas e afetações.   Os curadores, Ananda Carvalho, professora do Departamento de Artes Visuais, da Universidade Federal do Espírito Santo, crítica de arte e curadora. Junto a ela, estará também o curador Marcelo Campos, Professor do Departamento de Teoria e História da Arte e dos Programas de Pós-Graduação em Artes e História da Arte do Instituto de Artes da UERJ e curador chefe do Museu de Arte do Rio. Convidado, Luã Éricles.

1hr 16mins

2 Apr 2021

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Rick Rodrigues

Até o Fim Podcast

Cantor, compositor e formado em educação física o jovem Rick Rodrigues no dia do seu aniversário de 30 anos veio falar um pouco da sua carreira e da sua trajetória na música de Barreiras. Criador de bandas como "vomitos punk" e "zionautas" hoje ele vem falar sobre seu trabalho solo e claro relembrar momentos importantes que viveu no mundo da música.

1hr 20mins

8 Dec 2020

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A importância de ter mentores | com Rick Rodrigues

Rodrigo Vinhas - Geração Digital

Hoje, o bate-papo é com o grande Henrique Rodrigues (@orickrodrigues).O Rick faz parte do meu grupo de negócios para empreendedores digitais de alta performance e é um destaque.Com toda a sua energia e conhecimento, sempre traz grandes debates e posicionamentos importantes para o grupo como um todo.É muito engrandecedor contar com ele lá dentro.E eu quis trazê-lo no podcast dessa semana porque ele tem uma bagagem muito legal para compartilhar.Tenho certeza que vai te gerar muito valor.Se liga!→ Se curtir, deixa seu comentário aqui embaixo. E se inscreve no canal.Esse conteúdo gerou algum valor para você? Para não perder nenhuma atualização, me segue nas redes sociais e no meu site.Instagram - http://www.instagram.com/rodrigo_vinhasFacebook - http://www.facebook.com/rodrigo-vinhasWebsite - http://rodrigovinhas.com.brSobre Rodrigo Vinhas:Estrategista Digital e Mentor. Depois de muitos anos cuidando da carreira de alguns nomes da música brasileira, como Arnaldo Antunes, Jorge Ben Jor e Marina Lima, decidi fundar, em 2016, a Egratitude, uma plataforma de ensino online. De lá para cá, já realizamos mais de 50 lançamentos de infoprodutos e treinamos mais 60 mil alunos. Toda essa trajetória nos deu o prêmio de Agência de Melhor Performance nos anos de 2018 e 2019, segundo a Hotmart. E foi pensando em compartilhar o conhecimento que eu adquiri ao longo de todo esse tempo que criei esse canal.#MarketingdeConteúdo #EstrategistaDigital #RodrigoVinhas

1hr 3mins

18 Aug 2020

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TESTE A/Z EP#3 - RICK RODRIGUES - DO ZERO AOS 7 DÍGITOS COM LANÇAMENTOS

Teste AZ

Dessa vez o papo foi bem profundo. Falamos de lançamentos e infoprodutos de uma forma que você talvez nunca tenha ouvido falar.   Assista ao episódio com o Rick Rodrigues, onde ele explica tudo que precisou mudar para conseguir atingir o resultado de 7 dígitos em lançamentos de infoprodutos.   ============================   SIGA OS PRODUTORES DESSA BAGAÇA NO INSTAGRAM:  @gwsalles  @brunogabarra  @rodolfofranzim  @marcoaurelioaf   ============================   SEGUE O RICK TAMBÉM: @orickrodrigues   ============================

1hr 50mins

21 Nov 2019

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Isso é mais importante do que faturar altos dígitos no digital | com Rick Rodrigues

Rodrigo Vinhas - Geração Digital

Henrique Rodrigues (@orickrodrigues) - Inspirado no filme Tropa de Elite, foi aprovado para Investigador de Polícia do Estado de São Paulo aos 19 anos de idade e após 9 anos de carreira, queimou a ponte, pediu demissão do serviço público e foi seguir o seu sonho e o que acreditava, o de ser livre, empreendedor e capitão do próprio destino. Henrique é sócio-diretor da Jogo Alto, uma agência de lançamentos digitais que fatura múltiplos 6 dígitos por ano. Apaixonado por evolução, crescimento, empreendedorismo, física quântica e "Gratidão, Universo". Consideração importante sobre o vídeo: "Reforço que sou extremamente grato e respeitoso por toda minha história de + de 9 anos como Investigador de Polícia do Estado de São Paulo e com todos os policiais, amigos, eternos colegas de profissão, que honram e protegem as suas e a minha família, dia após dia, colocando muitas vezes suas próprias vidas em risco, em prol do terceiro, que na maioria das vezes não os dão o valor merecido." Henrique Rodrigues

49mins

14 Aug 2019